A Modernidade e Os Desafios da Formação Brasileira

Justificativa

O Brasil vive problemas ligados ao seu passado e que são desafios para o futuro. Passado e Futuro são o presente de nossas instituições, de nossa cultura, da forma como pensamos, desenham o tipo de sociedade que construímos, e estão presentes no modo como nos  inserimos no mundo. Somos definidos, também, em um eixo espacial, a partir da relação centro e periferia, leste e oeste, norte e sul. O país se torna moderno, apaga da lei o regime escravocrata, mas quer apagar, também, o seu passado escravista, que insiste em se fazer presente, ainda hoje. No seu processo formativo, ordem e progresso são acompanhados da reprodução de marcas de diferenciação e hierarquização, de desigualdade. A criação tardia, no Brasil, da Universidade, apenas reforça os vícios de nossa modernização. O que aqui se entende por modernidade é apresentado como problema e de modo diverso. Essa diversidade inclusive se apresenta em relação a quando, onde, por que se passa para a modernidade, o que exatamente marca a entrada para a modernidade: autonomia da razão, em particular frente aos dogmas da religião? Uma maior atenção ao tempo presente e desconfiança de verdade eternas?  Uma nova compreensão do que seja conhecimento, e o papel que a evidência tem aí? Criação dos Estados Nacionais, a partir da ideia de poder soberano? A descoberta dos "novos mundos"? A separação entre natureza e cultura, entre natureza e liberdade? O abandono do cânone classicista e de uma representação naturalista, na história da arte, e a emergência de um critério de desinteresse para a experiência estética? O tema envolve a crítica de nossas produções culturais e científicas, instituições, práticas e políticas e se articula a partir dos âmbitos critico-normativo, estético, artístico, epistemológico, político, sociológico, das relações internacionais e claro, antropológico e histórico. O que os unifica esse esforço é a explicitação da relevância da reflexão teórica, em sua diversidade, enquanto espaço lógico para repensar globalmente nossa cultura, projeto comunitário e de sociedade, tendo em vista sua capacidade de dialogar com diferentes saberes, a partir da Universidade não como o único locus de produção de conhecimento legítimo, mas como parte de uma rede de múltiplos saberes que se conecta, e se fortalecem no processo de (re)definição de nossas formas de coexistência. Enfim, trata-se de pensar a agenda que representamos como nossa, que definirá nossa identidade e inserção no cenário internacional.

Objetivos

  • Atração de pesquisadores do exterior ou com experiência internacional.
  • Encaminhar estudantes para estágio no exterior.
  • Prover condições financeiras para custear ações de internacionalização.
  • Qualificar docentes internacionalmente. 
  • Realizar missões no exterior.

Descrição

A Universidade Federal da Bahia, desde sua fundação, conhece um significativo intercâmbio com Universidades e Instituições de pesquisa estrangeiras. No mais das vezes, porém, se tratam de ações isoladas, sem ampla repercussão do interior da Universidade, ainda que alguns de seus órgãos tenham se voltado especialmente para isso. O objetivo aqui firmado consiste em potencializar o impacto da internacionalização para além das pesquisas individuais, de modo que ela se faça sentir na vida da Universidade. Ou seja, espera-se que a agenda de pesquisa, aqui definida a partir de um tema central, mas sem prejuízo de projetos específicos, se faça sentir da graduação à pós-graduação. A Universidade não logrará se internacionalizar se esse processo não se fizer sentir em cada sala de aula, em cada laboratório ou grupo de pesquisa. Isso que é evidente para as ditas ciências naturais e exatas, não é menos verdade para as ciências humanas. A experiência de pesquisa, hoje, significa, em grande medida, a participação de uma rede de pesquisadores em constante diálogo, quando nada por meio de suas produções. Essa realidade precisa ser mostrada para a totalidade do corpo discente, e não apenas para aqueles mais envolvidos em projetos de pesquisa, como PIBIC ou PET.

Países Envolvidos

  • África do Sul
  • Alemanha
  • Angola
  • Argentina
  • Cabo Verde
  • Canadá
  • China
  • Dinamarca
  • Espanha
  • Estados Unidos
  • França
  • Guiné-Bissau
  • Índia
  • Itália
  • México
  • Moçambique
  • Portugal
  • Reino Unido
  • República Tcheca

Programas Participantes

 
Português, Brasil